Que?
Quem?
Quem sou eu?????
.
.
.
Ah, tá
Lembrei
Ninguém.
AGORA TAMBEM TEXTOS SEM ACENTUACAO E SEM PONTUACAO
SOU O QUE SEREI
12 setembro
04 setembro
Quadritos 10 e Nomes 1
Retomando a
divulgação de zines, recebi duas obras editadas pelo Marcos Freitas. O QUADRITOS é um zine já com uma boa
rodagem, são 26 anos de história. Após uma pausa, volta a ser editado e não é
preciso falar muito sobre seu conteúdo, basta citar alguns autores das HQs
publicadas neste número 10: Flavio
Colin, Flavio Calazans, Joacy Jamys, Gazy Andraus... 40 páginas de alta
qualidade. Já o NOMES tem uma
interessante proposta, ser inteiramente dedicado a algum grande nome da arte.
Neste nº 1, o homenageado é Pier
Paolo Pasolini, e quem admira o trabalho do mestre italiano pode pedir correndo
esse zine, é uma baita edição, 52 páginas em formatão dissecando vida e obra do
diretor de Saló: biografia,
filmografia, entrevistas, textos publicados em livros e revistas, até um
capítulo de uma dissertação de mestrado. Como se não bastasse, traz ainda uma
HQ abordando sua misteriosa morte, escrita pelo Marcos e ilustrada por Luciano
Irrthum.
Contato:
Marcos Freitas – fanzinequadritos@gmail.com
, mfreitas333@yahoo.com.br
“Primeira tragédia: uma educação única, obrigatória e
errada, que nos empurra para uma mesma arena em que temos de ter tudo a todo
custo. Nessa arena nós somos empurrados para uma formação de guerra em que
alguns carregam canhões e outros, porretes. Aqui nós temos a velha máxima de
dar razão para os mais fracos. Mas o que eu estou dizendo é que, de alguma
forma, todos são fracos, porque todos são vítimas. E todos são culpados, porque
todos estão dispostos a jogar esse jogo assassino da possessão. Todos
aprendemos a ter, possuir e destruir.” – Pier Paolo Pasolini
30 agosto
MOMENTO METAL
Recentemente em Belo Horizonte aconteceu um encontro histórico entre duas lendas do metal nacional: a banda baiana Mystifier chamou ao palco Wagner Lamounier (que foi apenas um dos líderes e fundadores do seminal Sarcófago) para tocarem o superclássico Nightmare. Vale o registro feito pelo pessoal do Programa Holocausto:
15 agosto
POESIA NOVA
Outonáceas
Medo Repulsivo De Sentir
O Ódio Tão Puro Amplifica
A Primavera
Teorias Quânticas Em Demasia
Versos Bem Dotados
Textos De Livre-Associação
Espacial
Murmúrios Viciantes Em Vagas
Conexões Neuro-Semânticas
Sócrates Enferniza Platão No
Paraíso Dos Descrentes
Sublimação Em Falta
Triste Meio Dos Filhos Da
Verdade
Napalm Entre As Refeições
Enamorados Pelo Vicio
Ideias Poliglotas Ruíram Em Bagdá
Brincadeiras Infantis A
Caminho Da Alcova
Senso De Direção Perdido
Ciprestes Arredios
Conclamados A Minar
Amor Particionado Em
Devaneios
Literatura Pós Pós Pós Pós
Pós
Pó É Altitude Metafísica
Minotauros Pela Manhã
Crise Sistêmica
Suborno Franciscano
Apocaléptico
Apoplexia Dos Encantos
Afro-Cibernéticos Congênitos
Engalfinhados Pelo Presságio
Monumento Rompante De
Cristalina Oclusão
Defecações Tântricas Em
Tomos Circun-Lapidados
Nobres Estandartes Repetidos
Em Molho
Curiosa Salva De Ocasiões
Acontecimentos Sem Fortaleza
Simples Preponderância De
Argumentos Opacos
Clorofórmio Enzipado Em
Balsas
Tulipas Sorridentes
Interesse Nenhum
Antilóquios
Paquidermes
Taxidermistas
Em Massa
-
Que foi?
-
Estava sonhando.
- Sonho
bom?
- Sonhei
com palavras.
- Com
palavras? Como assim?
- Só
isso. Palavras. Algumas deformadas. Outras reinventadas. Em frases oníricas.
- Você
tá aloprando, ninguém sonha palavras.
- Foi
o que sonhei.
- Ah,
volta a dormir.
Não
conseguiu mais dormir. Ficou pensando naquele sonho. Eram palavras tão bonitas.
09 agosto
DARWIN NEWS
Dois
seres orgulhosos, um homem e uma barata, contam vantagens um para o outro:
- Vocês
vivem no esgoto - diz o homem - enquanto nós vivemos na superfície.
- Isso
não quer dizer nada - retruca a barata - muitos de vocês moram na sarjeta, ao
nosso lado.
- Mas
nós erguemos grandes construções: casas, prédios, palácios. Vocês não constroem
nada.
- E
precisamos? Nós simplesmente invadimos o que vocês constroem, e por mais que tentem
nos expulsar, continuamos sempre lá.
- Nós
temos uma tecnologia maravilhosa, que pode nos transportar facilmente por
longas distâncias, e nos trazem conforto e diversão.
-
Vocês são dependentes de máquinas, nós não. Alguns de minha espécie, como eu
mesmo, desenvolvemos asas e podemos voar livremente.
A
barata então agita suas asas e levanta voo.
- Quantos
de sua espécie podem voar livremente, sem necessidade dessa tal tecnologia?
A
barata sobe e parte, deparecendo no firmamento.
O
homem fica.
07 agosto
PRESSENTIMENTO
Sempre olho
para os lados
Inquieto
Naquela estranha
Expectativa
De que algo
Repentinamente
Irá
Acontecer.
Mas nunca
acontece nada.
06 agosto
02 agosto
Gestão sem patrão
O que dizer da Flaskô? Nada a acrescentar, a não ser que é um exemplo a ser seguido por todas as instituições do Brasil, do mundo e do universo.
01 agosto
Aniversário desperdiçado
Imerso na decadência cósmica
Sei que nada é melhor
O melhor é nada
Mas não consigo e rasgo o que
estava perfeito
Ficou tudo bonito por quase
um ano neste blog
Um aniversario a ser
comemorado
Desperdiçado
Por que somos assim?
Egocêntricos e inúteis?
E maculamos tudo com nossas
marcas fúteis?
30 julho
16 julho
TOLENADAS
Izandro tinha como hobby criar novos vocábulos.
Chegou a escrever o Dicionário Izandrês de Neologismos.
Um dos mais contundentes desses vocábulos: TOLENADAS.
Significa toneladas de nada.
Ex: o vencedor e suas tolenadas.
15 julho
OMNITOTUS
Logo eu, o Grande Sacana.
O Grande Gozador.
O Incrédulo Irresponsável.
Não podia acreditar.
Não fazia sentido.
Quando confirmei que Eu,
sim, Eu, que
Eu sou Deus,
imediatamente pensei em
acabar com tudo. Criação? Não! Chega! Fico sentido por vocês, mas não tem
porquê, vamos finalizar! No entanto, não consegui. É estranho. Mesmo não
gostando, havia uma ligação, uma conexão indesfeitável. Não podia simplesmente
apagar. Se por um lado, a sensação de poder absoluto era muito prazeirosa, logo
veio o desconforto. Um surpreendente não querer. Não sei explicar. Logo Eu,
Deus, que deveria saber. Se tudo posso, nada tenho? Será? É confuso, misterioso
e grandioso. Eu de fato sei, mas não quero saber, vou fingir e apenas
continuar. Já que posso, vou me enganar e continuar. Continuar. Continuar.
Desse jeito mesmo, eu. Compromissado apenas em nunca chegar.
Pensando bem, faz todo
sentido.
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