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15 setembro

ZINETECA DIGITAL COLABORATIVA

 

ZINETECA DIGITAL COLABORATIVA


A Zineteca Digital Colaborativa é uma excepcional iniciativa do incansável Alberto "Beralto", para funcionar como uma versão digital da Fanzinoteca do IFF Macaé, que funciona fisicamente desde 2017, já com um bastante considerável acervo de publicações independentes impressas. Com a ZDC, a ideia é criar e expandir também um acervo de publicações em formato digital, intensificando assim a circulação e conhecimento de zines e afins.

Conheça a ZDC e participe, mande seu zine, pode também entrar em contato para qualquer comentário, sugestão ou dúvida, comigo mesmo ou com o Alberto. Links e emails no final do post . 

A Editora Merda Na Mão, por exemplo, é uma parceira que já tem sua "estante" na ZDC: https://drive.google.com/drive/folders/1E7gPUJ8pyVQ5pBBO4pzrTCFbRG1nc6jp 

Todas as edições do meu zine AAAHHrte também estão lá: https://drive.google.com/folderview?id=1VOSRYuN_id71RG9ks00clzH9nSTGxyGE .


E em breve será disponibilizado um catálogo com os links para todos as publicações da ZDC.


PARA CONHECER O ACERVO DA ZINETECA DIGITAL COLABORATIVA (dividido em pastas por assunto) :

https://drive.google.com/drive/folders/1XcSyJqUTRjb-nnmYgIla6WfRJ8WMJ5B1

 

 

PARA ENVIAR SEU ZINE: É SÓ UPAR ATRAVÉS DO LINK ABAIXO.

https://drive.google.com/folderview?id=1ViIjH_9hp3pUHpyAstyKcQXaf8RDcv-2 

Que logo catalogaremos na ZDC. Se quiser, pode também enviar por mail, indicando: Nome do zine, Editor@s, Assunto. Para nyhyw@yahoo.com.br ou  fanzinotecamacae@gmail.com .


23 janeiro

Retrato da FARMACÊUTICA quando ARTISTA






 Considero uma das mais brilhantes expressões da criatividade produzir arte de onde não se espera que a arte flua. Nesses momentos nos damos conta de que a arte está em todo lugar, em tudo, não é algo desconectado dos outros campos do conhecimento, não é algo que deve ficar confinado em um canto e ser produzida e consumida apenas por uma panelinha ou um grupo seleto. É mágico quando descobrimos isso, passamos a enxergar o mundo com muito mais profundidade, passamos a refletir além do óbvio, e a imaginar além das verdades absolutas do racionalismo. A primeira vez que tive essa revelação foi logo na infância ao me deparar com a poesia arrebatadora de Augusto dos Anjos, recheada de termos científicos e a mistura inesperada de palavras eruditas e vulgares, e com a criatividade absurda dos textos de Manoel de Barros, uma poesia extraída e desconstruída literalmente de tudo que nos cerca.
E pude sentir essa magia no livro RETRATO DA FARMACÊUTICA QUANDO ARTISTA, de Monique Brito. O título já diz tudo. Na verdade são retratos, não apenas um retrato, de uma farmacêutica artista.  Diversas composições sobre o ato de criar, tanto versos no papel quanto produtos químicos no laboratório, sobre cotidianos, impressões, preocupações, elocubrações, experiências. Cálculos e emoções. A fusão da farmácia com a poesia. Ao final desse percurso literário podemos questionar: ciência e poesia são tão diferentes quanto o senso comum tende a considerar, cada uma ocupando seu lado isolado no hemisfério cerebral? Ou podemos afirmar: ciência é poesia? Poesia é ciência?
Retrato da FARMACÊUTICA quando ARTISTA é mais uma obra que coloca a arte em seu devido lugar: em toda parte. 

Contato com a farmacêutica artista Monique Brito: farmaceutica.artista@gmail.com 












12 novembro

Fanzinoteca do IFF, um pouco da II Mostra de Zines PEIBÊ e Galeria de Zines



Encontros de fanzines são eventos absolutamente essenciais e que deveriam se tornar mais frequentes. É uma possibilidade única de conhecer uma gama de  diversidade e originalidade de produções que não se vê em nenhum outro tipo de evento.
No dia 26/10/18 tive a oportunidade, enfim, de conhecer a Fanzinoteca do projeto Ifanzine, sediada dentro do IFF Macaé, durante a 2ª Mostra Peibê de Zines e Publicações Independentes. Espaço incrível, mágico, um lugar que, ao entrar, não dá mais vontade de sair. São fanzines espalhados por todos os lados, artes registradas nas paredes, penduradas no teto ou nas estantes. Nas mesas, papel, caneta, lápis, tesoura, cola, e etc, à disposição do público, para quem quiser criar sua arte. Quando cheguei por lá, no final da manhã, era frenético o movimento de estudantes que se acomodavam nas mesas para escrever, desenhar, fazer montagens ou colagens, ver as publicações disponibilizadas, aproveitar aquele espaço único.
 












 
Na parte da tarde, foi realizado um bate-papo entre os fanzineiros presentes e público interessado. Além do pessoal da região norte fluminense, veio uma caravana da cidade do Rio de Janeiro e adjacências, teve até gente da Bahia marcando presença! Houve também a exibição do histórico documentário “Fanzine Tchê: 30 Anos de Resistência”.
Entre os criadores presentes, chamou a atenção o belo trabalho feito por professores que utilizam os fanzines como ferramentas educacionais, que apresentaram os fanzines feitos pelos alunos e relataram como os fanzines são poderosos estímulos para o aprendizado, autoconhecimento e fortalecimento da autoestima dos jovens.

Após o papo, foi realizada a exposição de zines na quadra do Instituto, que chamou a atenção do público local.
Tivemos assim circulando pelo evento fanzines tanto feitos por crianças, quanto por quem só descobriu os zines após algumas décadas de vida; tivemos fanzines de humor, de colagens, de poesia, de quadrinhos; zines feitos à mão e copiados no velho xerox, zines feitos em gráfica com produção profissional. É a contagiante diversidade citada no início desse post.


 



 










Teve até o pré-lançamento do Rabiscos Zines, minha nova obra, com alguns exemplares circulando. Em breve será produzido a tiragem definitiva dessa coletânea de HQs dos Rabiscos para distribuição mundo afora.






Lembro dos meus tempos de escola na infância, que pra mim era um fardo, uma prisão, uma perda de tempo. Quando penso que passar quatro horas por dia na escola era uma tortura interminável, sinto até calafrios ao pensar nessa proposta de escola de tempo integral. Mas então penso: e se toda escola tivesse um espaço como a Fanzinoteca do IFF? Um espaço de liberdade, de inventividade? Eu não ia querer era voltar pra casa! Iniciemos a campanha Pra Cada Escola, Uma Fanzinoteca!

E depois desse dia tão inspirador, nada como voltar pra casa cheio de zines pra ler. Segue abaixo uma galeria com fanzines trocados / recebidos no evento.

Lembrando que a fanzinoteca está aberta ao público externo todos os dias, de segunda a sexta. E recebe fanzines por qualquer meio, de qualquer formato, a qualquer tempo, para incorporar em seu acervo.
Para fazer contato e saber mais do projeto Ifanzine ou enviar zines:
Instituto Federal Fluminense (A/C Alberto Carlos Paula de Souza)
Rodovia Amaral Peixoto, km 164, Bairro Lagoa
Macaé-RJ.
CEP: 27.925-290



Epitaphio, do Paulo de Carvalho, com colaboradores da pesada em textos literários. Contato: armazemdequinquilharias@gmail.com 






Golpe-palíndromo, de Yassu Noguchi, com a criativa proposta de contar o golpe político de 2016 na forma de palíndromos. Contato: nouvellefanzine@gmail.com











Fanzines artesanais de Carole Bê, feitos à mão e reproduzidos no imortal xerox. Contato: https://carolebe.milharal.org/







Perrengue da Porra, zine hilário com produção profissional do Diego Gomes. Contato: https://www.instagram.com/gas_gomes/ ; zineperrengue@gmail.com .






Poemas da Insônia, muito bem produzido e de forma artesanal pela Yolanda Soares. Contato: @soaresyolanda ; https://www.facebook.com/yolanda.soares.3 .







O Amuleto, nova produção do sempre produtivo David Beat, que também montou de maneira bastante prática (sem usar grampos) o zine Sementes Florais, realizado por Isabela Pinheiro. Contatos: @davidbeatilustra e belap.isabela@gmail.com .









Fanzines distribuídos por Sérgio Jr, fanzineiro das antigas que retomou com tudo as produções e promete grande festa em 2019 para comemorar os 40 anos de seu personagem Fécum.












Fanzines distribuídos pelo Alberto, coordenador do projeto Ifanzine. Contato acima. É a festa do fanzinaço brasileiro.



































Outros zines que foram distribuídos no evento e já foram divulgados nesse blog: