É O QUE É. E O QUE NÃO É.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

RASCUNHO SEM TÍTULO

(Por: Fenilisipropilamina Man)


1 – veja a lebre que foge
      recolhida em seu horror
2 – fugaz o olhar
      pálido o amanhã
3 – leões acocorados
      ninguém mais impera
      sobre a selva devastada
4 – selva de túmulos
      selva de amores esquecidos
5 – o tempo nosso já passou
      plante outra civilização você
      se assim desejar
      eu vagabundo apenas
      vago pela treva que desfaz
6 – imenso o pan...
                 “aí, meu irmão, fica quietinho, senão leva tiro.”
                 Dois. Armados. Um de cada lado.
                 “vai passando tudo, carteira, relógio, celular...”
                 Olho em volta. Nada nem ninguém. Que escolha? Levam tudo. Menos o pedaço de papel e a  caneta, claro. Quem vai roubar expressões alucinadas de um pseudo-artista desconhecido e fudido?
Volto a estar sós com meus versos malfeitos. De onde aqueles porras vieram? Distração: a maldita letra custou caro desta vez. Meu erro, achar que apenas eu ainda rastejava pela relva.

7 – e ainda não vai ser desta vez
      que escreverei versos de amor.

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