APESAR QUE NYHYW.BLOGSPOT.COM NÃO DEU CERTO

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ereções 2010

(Por KWY)

Está chegando a hora de votar! Finalmente! Existe período mais brochante no calendário da sociedade civil que a época eleitoral? É o auge da hipocrisia humana. Segundo os demagogos e intelectualóides de plantão, é a "festa da democracia". É tanta democracia que sequer podemos optar em votar ou não, somos obrigados a comparecer às urnas e defecarmos nossos votos.
O nível dos candidatos realmente impressiona. Qualquer porra se acha preparado e no direito de entrar na roda. Todos querem uma fatia do bolo. E a turma em geral nem promessa faz mais, as campanhas se baseiam exclusivamente nos apadrinhamentos e marketing pessoal. Nenhuma idéia, só discursos vazios.
Se é pra fuder com tudo, vamos voltar pra monarquia! Nesse regime pelo menos é só o rei que nos fode!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A PEREGRINAÇÃO DO SERVO DE ISHTAR

Parte I

(Por: Reverendo W. Van Baco)

Entre uma pedra de ópio e outra, minha namorada revelou estar grávida. Continuei rindo. No dia seguinte desapareci. Jurado de morte em três províncias só me restou ir para Secunderab. Rhana, ex-amante, é agora dona de um prostíbulo, não vai me recusar pousada. A Índia não tem o mesmo sabor da Tailândia, mas aqui ao menos não corro risco de ser açoitado em praça pública (por enquanto). Vou logo perguntando pelas pompoaristas. Não tem? Pra que me serve essa porra de lugar então? Tento não olhar pra seus olhos, pérolas negras sobre mantos alvos de seda, mas não consigo. Não acredito que amo essa mulher. Convido Rhana para irmos embora, juntos. Vamos para o tibete. A colina mais distante e deserta, vamos fundar nossa própria civilização. Ela aceita. Mas no dia seguinte desapareço, sozinho uma vez mais.

A BRISA

(Por: Reverendo W. Van Baco)


Sentada de costas para a janela.
A cortina esvoaçante roça seus ombros.
Uma carícia inesperada.

A brisa cessa.
Resta a carência.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hordes of Chaos: Mais um clássico do Kreator

(por: KWY)



Isso mesmo: embora Hordes of Chaos seja o álbum mais recente do Kreator, lançado em 2009, já pode ser listado entre os grandes clássicos desses monstros do Thrash Metal mundial.
E que fase vive o Kreator. Não tenho nenhum receio de afirmar que atualmente é a maior banda Thrash do mundo. Se nos anos 90 eles decidiram experimentar e fazer um som diferente (o que aliás fizeram com muita competência), desde que retornaram ao Thrash vivem um momento incrível. É um álbum melhor que o outro. Violent Revolution, de 2001,  já foi muito bom. Enemy of God, de 2005, foi espetacular. E este Horde of Chaos é ainda melhor. Como é bom presenciar as grandes bandas oitentistas produzirem em sequência obras tão seminais quanto as do início de suas carreiras. E o caso do Kreator é particularmente interessante porque o som recente deles, desses três últimos álbuns, é bem diferente do som que faziam nos anos 80, inicio dos 90. Só que possui a mesma pegada, a mesma vibração e fúria. Ou seja, eles incorporaram elementos do Thrash moderno, como um toque melódico nas composições, mas não abandonaram os elementos fundamentais do Thrash oitentista, como a agressividade e a velocidade. O melhor dos dois mundos.
E tudo já começa pela capa. Que arte espetacular! O realismo da ilustração é impressionante, dá pra ficar viajando tempos diante da riqueza de detalhes. E eles lançaram o álbum também em LP, com capa diferente do CD, para o deleite dos fãs.
Na parte técnica, também o primor. Os músicos da banda vivem grande momento e um entrosamento perfeito. Todo o álbum é muito bom, mas duas músicas merecem destaque: Hordes of Chaos e Demon Prince – a música de abertura e a de encerramento. É impossível ouvir e não empolgar.
Que venham mais clássicos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Watchmen: uma rápida leitura do filme

(Por Juzé da Ciuva)

Esses dias finalmente assisti WATCHMEN, adaptação para o cinema de uma das HQs mais cultuadas de todos os tempos. O filme surpreendeu bastante, pois causou um impacto que eu não esperava. Não li a HQ, assim vi o filme sem nenhuma idéia pré-concebida, sem nada saber sobre a história.
Os produtores do filme decidiram fazer uma adaptação fiel do original. Se por um lado, essa decisão pode não agregar muito para quem esperava algo de novo, por outro, muito alegra os fãs que não queriam ver a obra mutilada no cinema. Geralmente, ser fiel ao original é o melhor caminho para garantir a qualidade, afinal, se a HQ for boa, já teremos pelo menos um excelente roteiro.

ATENÇÃO: ESTE RELATO CONTÉM SPOILERS, SE NÃO VIU O FILME NEM LEU A HQ E NÃO QUER TER OS MOMENTOS DECISIVOS REVELADOS, NÃO LEIA.

No enredo de Watchmen, todos os conceitos que conhecemos sobre super-heróis são subvertidos. Os heróis que acompanhamos são pessoas de habilidades excepcionais, mas pessoas também cheias de defeitos, em constante conflito diante da complexidade moral que envolve seus atos. Pessoas que se perdem quando descobrem que não sabem pelo quê estão lutando. É muito interessante notar que na trama não temos heróis lutando contra vilões. Temos heróis contra heróis. Ou vilões contra vilões, dependendo do ponto de vista. Watchmen demonstra que a linha que separa heróis e vilões é muito mais tênue do que se imagina. Temos o comediante, o anti-herói no sentido mais radical, que prontamente atende aos chamados governamentais para defender a pátria, e mais prontamente ainda pratica, sem hesitação e sem remorso, atrocidades inimagináveis. Temos Rorschach, que segue seu próprio código de conduta e, embora esteja cagando para os valores morais vigentes, ainda mantém acesa a chama de um certo idealismo, tentando a seu modo promover o que podemos chamar de bem. Mas é diante da (im)potência do Dr. Manhattan que temos o grande momento do filme. Durante todo o tempo, ele é o Super Homem clássico, o herói perfeito, o grande protetor, sábio e caridoso. Só que o seu extremo racionalismo é a perdição de seus protegidos, pois no final ele percebe que se milhões de pessoas tiverem que ser sacrificadas para um bem maior, isso deve ser feito. Mesmo tendo sido usado e enganado, ele compra a idéia de Ozymandias e pior para quem se opor, os fins justificam os meios. O final é bem impactante e inesperado. Quem não conhece o gibi, inocentemente acha que Rorschach e o Coruja conseguirão impedir Ozymandias e salvar o mundo. Mas o desfecho é bem diferente. Remete à segunda guerra mundial: vou jogar uma bomba atômica em vocês, devastar um país e aniquilar milhões de inocentes, mas é tudo pela "paz mundial". E, novamente, quando achamos que acabou e fecharemos com esse final negro, a ultima cartada. O diário de Rorschach, responsável por todo um clima noir que envolveu o personagem durante o filme, cai nos braços da mídia. O diário que contém em detalhes fatos que levam à verdade sobre o genocídio ocorrido. Uma conclusão genial. Tenho que ler esta HQ sem mais delongas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ESPELHO

(Por Reverendo W. Van Baco)




Inútil manipulador de sonhos
Símbolo da decadência ancestral
Por mostrar simplesmente
Reflexos de reflexos