É O QUE É. E O QUE NÃO É.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A PEREGRINAÇÃO DO SERVO DE ISHTAR

Parte I



Entre uma pedra de ópio e outra, minha namorada revelou estar grávida. Continuei rindo. No dia seguinte desapareci. Jurado de morte em três províncias só me restou ir para Secunderab. Rhana, ex-amante, é agora dona de um prostíbulo, não vai me recusar pousada. A Índia não tem o mesmo sabor da Tailândia, mas aqui ao menos não corro risco de ser açoitado em praça pública (por enquanto). Vou logo perguntando pelas pompoaristas. Não tem? Pra que me serve essa porra de lugar então? Tento não olhar pra seus olhos, pérolas negras sobre mantos alvos de seda, mas não consigo. Não acredito que amo essa mulher. Convido Rhana para irmos embora, juntos. Vamos para o tibete. A colina mais distante e deserta, vamos fundar nossa própria civilização. Ela aceita. Mas no dia seguinte desapareço, sozinho uma vez mais.

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